A Prefeitura de Mogi das Cruzes dará andamento à licitação pública para a construção do coletor-tronco de esgotos na margem direita do Ribeirão Ipiranga após não indeferir um recurso apresentado por uma empresa concorrente, que foi inabilitada. Com isso, a abertura dos envelopes com a proposta comercial está agendada para amanhã.
Segundo o Serviço Municipal de Águas e Esgostos (Semae), o coletor será construído entre o Parque Morumbi e o Centro, com um total de 6,7 quilômetros. O prazo da obra será de 24 meses após a conclusão do processo licitatório, assinatura do contrato e emissão da ordem de serviço. O investimento com dinheiro federal será de R$ 7,7 milhões.
O sistema atenderá o Parque Morumbi, Vila da Prata, Conjunto São Sebastião, Pedreira, Caputera, Mogi Moderno e parte da região central.
A obra é aguardada pelo líder comunitário do Parque Morumbi, Décio Rodrigues Lopes, que denuncia que a falta do sistema de esgotamento no bairro polui as três nascentes e um lago formado por elas. Em 2010, ele ingressou com uma queixa na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A Prefeitura recebeu autuações pela poluição das nascentes.
De outubro daquele ano a fevereiro de 2013, a autarquia instalou a tubulação para coleta de esgoto no bairro. Para o tratamento, a ideia era construir uma estação compacta, uma proposta rejeitada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Em 2016, o município conseguiu garantir verba da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (que pertencia ao então Ministério das Cidades). No entanto, ao longo de três anos, a Prefeitura não abriu a licitação porque aguardava a liberação dos recursos da Caixa Econômica Federal. O esgoto será enviado para o interceptor-tronco da Estação de Tratamento da Sabesp, em Suzano. Concluído, o sistema proporcionará um aumento de 6,4% no esgoto tratado.
Jundiapeba
A Secretaria Municipal de Obras iniciou a preparação do terreno para construção de uma nova Estação Elevatória de Esgotos em Nova Jundiapeba e o assentamento de 15 quilômetros de redes, 1.760 metros de coletor-tronco e 1.240 metros de linha de recalque (bombeamento). O investimento será de R$ 9,5 milhões, com recursos do governo federal.
O projeto representará um aumento de 6,9% no volume de esgoto tratado na cidade, passando dos atuais 61% para 67,9%. Especificamente em Jundiapeba e Nova Jundiapeba, o índice será superior a 90%, tanto na coleta quanto no tratamento. A previsão é concluir os trabalhos em 2021. Serão atendidas 26 ruas e 8 mil moradores.
Sou autor da denúncia sobre contaminação de nascentes naturais no Parque Morumbi, documento datado de outubro de 2.010, processo dado entrada na CETESB de Mogi das Cruzes. Foram feitos as análises da água pela agencia fiscalizadora onde apresentou forte presença de coliformes fecais no lençol freático. Houve uma advertencia pela autoria do despejo de esgotos no local SEMAE do municipio e apenas uma multa por não cumprimento de prazos e nada mais ocorreu para uma solução. A Promotoria de Justiça também tem o processo já vencido, mas apresentou soluções. Como posso acreditar que as autoridades defensoras do Meio Ambiente estão realmente preocupadas na preservação de nascentes? Pelo tempo já ultrapassado, com a grande quantidade de esgotos lançado nos lençois freáticos, não acreditamos que possamos recuperar esse nosso manancial. A municipalidade recebeu grande verba da Caixa Econômica Federal para o tratamento desses esgotos, mas também essas obras não oforam apresentadas.