Impacto do crescimento fluminense

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Nildo Carlos Oliveira – Itaboraí (RJ)

A nova fábrica da Weber Saint-Gobain, inaugurada dia 25 deste mês (fevereiro) em Itaboraí, no leste fluminense, resulta de um projeto elaborado por equipe da empresa e traz uma novidade: foi concebida compacta, com todos os equipamentos instalados em galpão de 8 mil m², pé-direito da ordem de 10 m, com capacidade para produzir 70 mil t/ano de argamassa cinza.

A inovação – além de compacta ela é modular – permite que a qualquer momento possa ser desmontada, colocada em seis caminhões, transportada para qualquer outro sítio, montada de novo em tempo recorde e a custos menores do que aqueles aplicados numa fábrica tradicional, e colocada em operação. Trata-se de um conceito considerado inédito, pelo menos em planta do gênero.

O grupo está investindo R$ 20 milhões nessa unidade industrial, seguindo um planejamento estratégico que já lhe permitiu aplicar perto de R$ 400 milhões em 2013 em melhorias e expansão, volume de recursos que pretende aumentar ao longo de 2014 com a mesma finalidade. Com essa fábrica em Itaboraí, são agora três as unidades da empresa no Estado do Rio, onde também funcionam um centro de distribuição, uma fazenda para a produção de carvão vegetal e escritórios comerciais.

A Weber, que vem atuando em 48 países, possui agora 16 fábricas no Brasil. E a 17ª poderá ser inaugurada em abril próximo na cidade de Planaltina, Goiás.

Alguns fatores explicam a operação da nova unidade do fabricante dos produtos quartzolit no leste fluminense: 1 – O crescimento econômico de Itaboraí e de outros municípios da região, como São Gonçalo, Tanguá, Maricá etc., induzido pela construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj); 2 – O crescimento urbano, que tem sido da ordem de 21% ao ano; e 3 – A solução para alguns dos graves problemas logísticos locais, com a conclusão próxima do Arco Metropolitano. São 145 km que ligam os municípios de Itaboraí e Itaguaí e conectam quatro grandes eixos rodoviários: a BR-101, a BR-040, a BR-465 e a BR-116.

Itaboraí, a exemplo de outros municípios do leste fluminense, priva hoje de condições positivas do ponto de vista do volume de construção – edificações, obras de saneamento e obras viárias – e do ponto de vista da oferta do setor de serviços. A prefeitura informa que a região registra atualmente uma condição de pleno emprego.

Fonte: Revista O Empreiteiro


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